Era uma célebre frase de Nicolau Breyner, nos tempos áureos do ShowNico.
Piratas, em boa verdade, existem cada vez mais. Antes eram apenas os da Idade das Descobertas. Houve até países que engrandeceram à custa da Pirataria nessa altura.
Hoje em dia há meia dúzia de piratas ali para os lados da Somália mas esses são pouco significativos. Em número entenda-se.
O grosso da pirataria que nos rodeia nos dias de hoje tem a haver com a informática.
Piratas informáticos existem a dar com pau! E com o boom da internet mais fácil se torna ser pirata. Quem não tirou aquele filme ou o último RTS da EA Games?
Acompanhei o surgimento da net, em Portugal, desde o seu início. Ainda sou do tempo em que tinha internet "debitada" por um velhinho modem da US Robotics a uns míseros 14.400 bps. Passou para 33.600 (um luxo para alguns!), passou para RDIS (para quem podia) e só mais tarde com o salto para a tecnologia ADSL se começou a massificar.
Não sou a favor da pirataria. Os fins raramente justificam os meios. Mas também não a condeno.
Quem a faz tem, num mundo livre, a opção de o fazer. E de arcar com as consequências.
Aliás é essa a parte que me fascinou desde sempre na Internet. É um pau de 2 bicos.
É livre! E isso hoje em dia é coisa rara.
Daí que condene a tentativa de limitar ou bloquear conteúdos na World Wide Web. O traffic shaping constante, o bloqueio de IPs, em suma o Web Big Brother!
A Internet revela-se cada vez mais poderosa. Para o bem e para o mal. Nasceu livre e assim deve continuar sob pena de perdermos o único espaço em que somos nós os senhores do nosso destino...
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