O país anda suspenso pela campanha. E diria que indeciso na escolha.
No próximo fim de semana decidimos a quem entregar os destinos de Portugal para os próximos 4 anos. Difícil. Principalmente à luz de quem se candidata.
A denominada alternância de poder PS/PSD, num perfeito (até agora) país político bipolar, levaria a que os portugueses, desavindos com Sócrates, fechassem os olhos e entregassem de cruz o país a MFL. Nada mais errado.
Sócrates pode ser mau, principalmente na sua arrogância, mas MFL não é melhor.
Não se entende a sua lista de dinossauros. Não se entende que projecto tem para este país. Contradiz-se dia sim dia não. Insiste em erros como o da asfixia democrática. Não cativa, não motiva nem demonstra capacidade.
Se alguém tem dúvidas reveja os debates à Americana, antes da campanha.
O Bloco de Esquerda vai subir concerteza mas mostrou que quando teve de fazer um programa para ser governo não o consegue fazer.
O PC é mais do mesmo, embora tenha piscado o olho à esquerda, e o CDS parece-me ser (como bom centralista) o que melhor se pode adaptar a qualquer das hipótese governativas.
Ora sabendo que 30% do eleitorado vai parar aos pequenos partidos e que a hipótese de Bloco Central já foi posta de parte à partida, será certamente uma legislatura sem maioria a (des)governar Portugal.
A pergunta persiste: Sócrates ou MFL? Como se costuma dizer: "Venha o Diabo e escolha!"
Eu escolhia o Diabo...
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