domingo, 25 de abril de 2010

Chá verde no dia da Liberdade

Hojé é 25 de Abril. Celebra-se o Dia da Liberdade. Na verdade é mais um feriado. Principalmente numa geração, como a minha, que desde sempre se habituou à ideia de democracia e liberdade como dado adquirido.

Não fosse hoje Domingo e o 25 de Abril ainda passa mais despercebido.

Hoje foi também o dia do chá. Não que exista um dia mundial ou coisa parecida, mas cá pela terra temos o bom hábito de anualmente realizar uma prova de cross country única: no meio do chá.

A Gorreana hoje vestiu-se de gala, foi delimitada com fitas e os "leões" foram arrumados. Tudo conjugado para uma prova, tal como o seu traçado, singular.

Devo dizer que foi impossível não vibrar com as lutas e os pares que se foram formando ao longo da prova, nos diversos escalões.




São Pedro não esteve novamente pelos ajustes e embora a chuva tenha sido pouca o vento inimigo nº1 esteve bem presente. Na descida alguns se esticaram bem e vi algumas manobras mais perigosas...



Cenário como sempre fantástico,


Muita luta em todos os escalões,






Veteranos com uma última volta imprópria para cardíacos! A prova começou com o mesmo par que centrou as atenções na última volta.


Juntos no drop, juntos no chá, mas havia uma terceira companhia inesperada... um furo.

São azares que acontecem mas fica na retina o bater de pé a um David Morais que está num momento alto de forma, que tem brilhado noutras terras e que por aqui continua a brilhar também.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

XC Batalha

Enquanto vou petiscando uma fatia de massa sovada com arroz doce, vou percorrendo visualmente imagens da prova de XC que ontem decorreu na Batalha.

A prova da Batalha costuma ser mesmo isso: uma batalha. Quanto mais não seja interior. Ano após ano a famigerada descida da prova costuma ser conversa por alguns dias (por vezes dolorosos) entre os atletas e afins.

Eu diria que este ano não. Pelo menos para mim não. O que em termos organizativos se montou ontem, é uma prova de XC que poderia ser do campeonato nacional, uma amostra de XC puro e muito duro, que se começa a levar muito a sério pelas nossas bandas.



A descida que todos temiam foi ultrapassada. A descida passou à categoria "peanuts" quando comparada com o global em si. O objectivo de muitos passava por chegar ao fim e os que o fizeram, apesar do frio, das dores e do cansaço fizeram-no de uma forma quase eufórica como se de uma vitória pessoal se tratasse.


À partida os suspeitos do costume, com David Morais a ser o favorito. Liderou da primeira à última volta. Demonstra-nos que está muito forte e que já tem o título no bolso.


Destaco a prova de 3 atletas que me ficaram na retina: António Jorge. Grande prova! Descia como poucos e foi o segundo melhor da sua classe. Traído no final pela sua táctica.

Nuno Melo (Melinho) fez das suas também. Não sei a sua classificação à geral mas o facto é que deixou muitos prós atrás.


Nos femininos mérito para a atleta da Sportzone que nas zonas técnicas deu bigodes a alguns homens. Muito boa prova também.


No final muita lama, alguma dor e o sentimento do dever cumprido.


Da minha parte também...