sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vivendo num país em implosão

No meu vocabulário não há adjectivos (nem palavrões) que descrevam aquilo que o comum dos portugueses sente por estes dias.

Na moda está um pouco de tudo e tudo é permitido para se desviar a atenção dos reais problemas deste país. Aliás se desde 1143 com o saudoso D. Afonso vivemos em crise, então muito provavelmente fomos congenitamente abençoados com ela.

Por mais que se faça e se peça apertos de cinto, chega a um ponto tal que não há pachorra para aturar tanta incompetência. E muito menos há pachorra para a constante expiatorização (essa foi inventada agora mesmo), de quem tenta sempre e sempre sacudir a água do capote.

Sou da opinião que todos os políticos também deveriam ter um cognome. Aliás ficava tão bem quando eram os reis, não vejo porque razão se deva deixar este costume com os nossos políticos.

Para o nosso PM poderia ser tipo Sócrates - O Tangas. Não lhe ficaria mal e além disso ele próprio veio dizer que agora já pode dançar o tango a 2... Mas adiante.

Mais uma vez foi-nos pedido sacrifício. Por esta altura já devo ter o meu lugar no céu e uma 20 ou 30 virgens pelos sacrifícios que fiz até agora. Para este sacrifício "derradeiro" sobe IVA, IRS e tudo o resto. Mas os gays já podem casar. Pelo que percebi do que disse o Presidente Aníbal o facto do casamento gay já ser permitido é positivo para a economia! É como o Benfica. O facto de ser campeão dá um impulso à economia.

Todos os dias ligo a televisão em busca da Eurosport e o que vejo nos outros canais é a novela TVI (aquela da PT e que a principal testemunha não quer falar), José Sócrates a inventar em espanholês ou então o Ferrari e os gatos persas do Miguel Veloso. Haja paciência.

O nosso mal é sermos de brandos costumes. O nosso mal é vermos a incompetência grassar por todo o lado e assobiarmos para o lado. O nosso mal passa por nos queixarmos dos políticos que nos representam, mas depois manter como líder preferido nas sondagens um PM que mentiu e outra coisa não faz senão atirar poeira para os olhos.

A sorte é que isto não vai mudar. Faz parte do fado português. Resta-nos esperar pela implosão.

Até lá despreocupemo-nos com o essencial e concentremo-nos no acessório. E durante pelo menos 2 meses assinemos um pacto de não agressão. De qualquer forma ninguém vai querer saber. Agora seremos bombardeados com o Mundial e com a sua patética selecção portuguesa...

1 comentário:

MOTARTE disse...

Nem mais, Tiago!!!

100% de acordo!!!

Excelente reflexão!!!